Todas nós sabemos da importância de vacinar os nossos filhos, pois as vacinas favorecem a proteção de doenças graves que representam sérios riscos à saúde não só da criança como também de toda a comunidade.

Entretanto, algumas mamães tem dificuldade de cumprir com o calendário de vacinação pois sofrem muito em ver seus bebês tomando agulhadas ainda tão novos.

A verdade é que praticamente em todos os meses, do nascimento até 1 ano vida, os nossos bebês terão que tomar algum tipo de vacina (seja primeira dose ou reforço) e partir de 1 ano o espaçamento de tempo fica um pouco maior. Ou seja, não tem para onde correr. Felizmente no Brasil existe um dos melhores programas de vacinação do mundo e passar por esse momento com um pouco mais de tranquilidade vai ajudar você e seu filho a encarar com mais naturalidade. Abaixo eu listei algumas dicas que deram certo para mim e com certeza serão muito úteis para você também:

1- Siga em frente na sua decisão

Por incrível que pareça, mas a dor da injeção parece ser maior em nós do que na própria criança. Isto porque de certa forma temos uma certa tendência à encará-los como seres frágeis e que nosso papel é protegê-los de toda forma de dor. A vacinação é uma forma valiosa de proteção. Na prática, a criança sente uma dorzinha de uns sete segundos e talvez chore por uns trinta segundos mais. Ao assimilarmos que essa é a melhor decisão, criamos a possibilidade de não sofrermos tanto com o fato. Tenha em mente que temos uma conexão muito grande com nossos bebês e eles terminam percebendo um pouco quando estamos apreensivas ou inseguras.

2 –Tente manter a criança tranquila

A picadinha da agulha vai incomodar a criança e elas sempre vão chorar. Nesse momento o olhar da mãe precisa estar sereno para oferecer um ambiente que transmita segurança para o seu bebê. Olhe no olho dele, converse com um tom de voz suave, segure com carinho (e tenha atenção ao local onde foi aplicada a vacina), pois isso vai deixar a criança mais calma.

3 – Converse com a criança

Quando seu bebê ainda não tem doze meses, ele ainda não tem um entendimento muito claro do que é dito e, portanto nessa fase conversar com ele pode representar uma forma de amenizar a sensação de culpa que algumas mães sentem ao leva-lo para vacinar.

A partir de 1 ano (aproximadamente, pois cada criança tem um processo de evolução) é fundamental explicar para a criança que ela vai tomar uma vacina, que nesse momento ele vai sentir uma leve dorzinha (evite fazer cara de sofrimento ao explicar isso) e que a vacina é importante para que ele fique bem. Essa explicação não deve ser feita com muita antecedência, no dia em que você for levá-lo converse com seu filho algumas horas antes. Reforce também que você estará sempre ao seu lado e dessa forma ele vai se sentir mais protegido.

4 – Lide com a curiosidade infantil

A maioria das crianças é curiosa por natureza e muitas gostam de saber e querem ver a seringa antes da vacina e perguntam de tudo. Isso é absolutamente normal. Aqui nesse caso você precisa ter a sensibilidade para perceber se seu filho terá capacidade de ver antecipadamente os objetos sem causar medo. Temos que ter em mente que ao ver a agulha a maioria das crianças sente medo e isso pode dificultar o processo. Sendo assim, mostre a ampola do medicamento, a seringa (sem agulha) e se possível mantenha a criança entretida, desviando a atenção dela para outros objetos que estejam presentes no consultório.

5 – Não faça ameaças

Algumas crianças são birrentas e isso pode acontecer no momento da vacina. Mesmo que esse comportamento esteja atrapalhando o trabalho a ser feito, você deve manter a calma e não elevar o tom de voz ou fazer ameaças para a criança. Mantenha-se firme, continue conversando com ela e re-explicando que a vacina vai ser bom para sua saúde e diga também que quando doer você vai ajudar a passar. Precisamos ter em mente que também não é uma situação fácil para a criança e que ela pode estar com medo.

6 – Cumpra qualquer promessa  

Alguns pais costumam oferecer algum presentinho, ou um doce ou mesmo um passeio se as crianças de comportarem bem. Isso não é necessário visto que a melhor promessa que você pode fazer é dizer para ele que você dará muitos beijos, abraços e carinhos após a vacina. Mas se você prometeu algo, é importante cumprir, pois reforça a sensação de confiança  em você e tudo o que foi dito para a criança neste momento.

7 – Não impeça o choro

Apesar de a dor ser bem pequenininha é normal que os bebês chorem neste momento. Até porque no momento também podem existir outras crianças no lugar que estarão chorando e isso pode deixar o seu bebê mais sensível ou apreensivo. Nestes momentos, mantenha o seu comportamento carinhoso e volte a explicar que vai ser rápido e tente manter a criança mais calma.

Maria Luísa tem hoje 2 anos e 6 meses, durante todas as vezes que a levei para tomar vacina eu sofri muito. O papai dela era quem segurava e eu me aproximava para oferecer o peitinho para ela mamar e se acalmar. Mas eu chorava todas as vezes, principalmente nos primeiros meses que são várias vacinas de uma vez.

Mas uma vez me chamou muito atenção, foi a vacinação da influenza. Levei minha mãe, a babá de Lulu, eu e Lulu. Conversei que todas nós teríamos que tomar a vacina, e Lulu foi ficando com medo quando entramos no posto.

Sabe como ela se acalmou e pela 1ª vez não chorou?

Na hora que minha mãe entrou, disse que queria ficar segurando Lulu no colo. Segurou de um lado e a enfermeira aplicou a injeção na minha mãe no outro braço. Lulu ficou olhando aquela cena, perguntou: “Tá doendo, vovó?” E minha mãe falou: “Não, é uma picadinha leve e rápida, Não dói muito. Eu sou corajosa. Agora é sua vez”.

Lulu abraçou a vovó e ficou olhando firme nos olhos da minha mãe e por mágica, suportou a dor e o medo, e não chorou.

Foi muito bonito. A lição que passou é que ela foi encorajada para viver um momento importante e sentiu confiança na vovó.

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fonte: www.programatoquesdemae.com.be

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